Por que nos preocupamos com “mobile first”?

Nenhuma empresa quer perder visibilidade e ficar pra trás quando o assunto é tecnologia e, nesse quesito, ignorar o fato de que mais de metade dos usuários de internet que acessam seu site o fazem via mobile é o primeiro passo para ficar para trás.

Se há até alguns anos o desktop e o notebook eram as principais fontes de acesso dos usuários, a pesquisa Hábitos e comportamentos dos usuários de redes sociais no Brasil mostra que, nos últimos anos, são as plataformas mobile que garantem a conectividade da maioria dos brasileiros.

Em números absolutos, a pesquisa Mobile Report, realizada pela Nielsen Ibope em 2015, indica que o número de pessoas usando smartphones para acessar a internet no Brasil já ultrapassa os 68 milhões.

Não apenas os usuários são cada vez mais entusiastas da plataforma mobile para acessar a internet, como a maioria das  grandes empresas de tecnologia tem investindo em estratégia de desenvolvimento de projetos focados no mobile e encorajando quem faz o mesmo. Prova disso é que já há alguns meses o mecanismo de busca do Google prioriza sites que são otimizados para dispositivos móveis.

Um conceito que vai ao encontro do mercado e que vem se popularizando entre profissionais de marketing e tecnologia é o mobile first. Quando falamos em marketing digital, o foco é o cliente e sua experiência de usuário, como interatividade, e o mobile first facilita essa experiência em dispositivos móveis.

Ter em mente que a maioria dos consumidores estão conhecendo a sua marca através de um celular ou tablet é o primeiro passo para entender a importância do mobile.

Mas, antes de tudo, vamos definir o básico:

 

O que é mobile first?

Mobile first é um conceito aplicado em projetos onde o foco do desenvolvimento e da arquitetura é, primeiramente, o dispositivo móvel e depois o desktop. A ideia é produzir primeiro aplicativos móveis e depois adequá-los a outros sistemas operacionais.

Esse conceito foi elaborado por Luke Wroblewski no seu blog em 2009. Seu post “Mobile First” chamou a atenção de vários designers para essa nova forma de pensar.

Nesse conceito a ideia é deixar as coisas simples e práticas. Os consumidores que acessam o site ou aplicativo querem agilidade ao encontrar as informações e querem que as funções sejam claras e intuitivas. Então o foco é mostrar o conteúdo do jeito mais direto possível.

Como os dispositivos móveis tem, na maioria das vezes, telas menores, processadores inferiores e conexão à internet mais lenta, o aplicativo ou site deve ser leve e de fácil entendimento.

Um projeto desenvolvido sob o conceito de design mobile first deve ser sucinto, fazer o melhor uso possível dos pequenos espaços das telas dos smartphones e tablets e ser claro e agradável para quem visita.

Deve, de preferência, ser intuitivo, e isso inclui ajudar o consumidor a realizar as ações desejadas, tanto por ele, que procura uma boa navegabilidade, tanto por você, que provavelmente espera que o usuário interaja de algum forma com o seu website ou aplicativo.

Seja qual for o seu indicativo de sucesso, é fato de que esse tipo de preocupação melhora experiência do usuário e, consequentemente, aumenta as chances da conversão acontecer.

 

Design responsivo e mobile first

Design responsivo e mobile first são termos recorrentes em discussões sobre webdesign. Por serem termos bastante atuais, não é raro que empresas que estejam iniciando um processo de inclusão digital mais amplo se perguntem: o que seria melhor,  investir em projetos com tecnologia e design responsivo ou em projetos mobile first?

A resposta simples e clara é: nos dois. Isso porque as duas categorias não são rivais, mas sim complementares.

A palavra “responsivo” é um termo técnico com um objetivo específico, que é a de fazer com que o consumidor tenha a mesma experiência de usuário, não importa qual plataforma ou dispositivo ele estiver usando. A tecnologia responsiva é um algoritmo que detecta o dispositivo presente e adapta layouts de página, gráficos e outros elementos para a melhor visualização do usuário.

Já o mobile first é um conceito, como dito anteriormente. No mobile first, o site ou aplicativo adapta imagens, quantidade de conteúdo, disposição do conteúdo na tela e outros elementos gráficos para otimizar a experiência de um usuário que esteja em um dispositivo móvel.

Portanto, os dois termos estão entrelaçados: ser responsivo é essencial para o design mobile first, enquanto que um site que esteja otimizado para dispositivos móveis é altamente responsivo.

 

Web 3.0 e Mobile 3.0

Muitos dizem que já temos sinais da chegada da era, ou onda, web 3.0. Essa era é totalmente voltada para o mobile, com características distintas das eras 1.0 e 2.0.

Na web 1.0, os sites possuíam conteúdos estáticos e sem interações com os usuários. O Google explodiu nessa era introduzindo o modelo custo por clique.

A web 2.0 chegou com o grande crescimento das redes sociais e quando os internautas tiveram a chance de produzir seus próprios conteúdos e de transmitir informações através dos blogs.

Já a web 3.0 tem conteúdos personalizados para cada internauta, sites e mecanismos de busca inteligentes e publicidade baseada em pesquisas e comportamentos. Alguns dos elementos são:

  • Tempo real
  • Conectividade (sempre com você, o tempo todo)
  • Sensores
  • Telas pequenas e adaptadas
  • Câmera e áudio de alta qualidade

Junto com a web 3.0 vem também o termo mobile 3.0, que seria a próxima fase da evolução dos conteúdos para dispositivos móveis e para o comércio. No mobile 3.0, os celulares e tablets se tornariam a principal ferramenta para engajamento e transações digitais entre os consumidores.

No Brasil, em 2013, a pesquisa MEF Global Consumer revelou que os conteúdos para mobiles aumentaram 71% em relação ao ano anterior. A publicidade direcionada para dispositivos mobile, por sua vez, gera 12,5% de awareness para as marcas, 8,9% a mais em relação aos desktops e notebooks, segundo levantamento da Comscore.

Curiosidade: segundo o Emarketer, hard users e entusiastas de smartphones no Brasil tendem a serem mais jovens, com melhor nível de escolaridade índices de rendimento mais elevados do que aqueles que acessam a internet via desktop. Seria este um alvo estratégico para sua empresa que você não estaria aproveitando?

Seja como for, a tendência já é uma realidade: não há como negar a  importância do mobile first quando observamos as mudanças em nossos próprio hábitos de consumo. Quantas vezes por dia você olha para o celular? Quantas vezes já se queixou que “não conseguiu fazer pelo celular”? Provavelmente não foi uma vez só.

É fato: a manutenção da posição de uma empresa no mercado depende muito de capacidade de adaptação. Em um mundo formado por conectados vivendo em meio à pulverização de imagens e de informação, ganha quem se enquadra nas exigências dos usuários.

A Stairs está sempre em busca de novidades e tendências para adaptar-se às demandas do mercado, de nossos clientes e, principalmente, às tendências comportamentais do consumidor final. Desenvolvemos soluções analisando sua demanda e criando soluções compatíveis com o projeto de cada cliente. Mas um algoritmo aqui é denominador comum: todo trabalho é feito com foco em resultados e na expectativa do usuário.

 

Nós nos preocupamos com mobile first. Se você chegou ao final do texto, já deve ter entendido o porquê. E sua empresa, já pensou em fazer o mesmo?

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